Viajar! Perder países!

Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!

Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!

Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.

Fernando Pessoa

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Um dia de paz

Depois de no dia de ontem ter batido o recorde do número de sítios de onde limpei vomitado (assim de memória, fronha, lençóis, chão, tapete, roupa, tapete de carro, estofo fr carro e cadeirinha do carro) hoje a situação melhorou bastante e já não tivemos vômitos.
Não sei se foi de ter dormido mais umas horas de manhã, se foi do aparecimento grato do sol depois de uns dias de chuva, de ter ido almoçar com família apenas com o meu filho mais velho ou se de algum motivo desconhecido, hoje senti-me calma e em paz. O que para alguém que vivd em corrida e acha o sono uma perda (infelizmente necessária) de tempo, é uma sensação estranha e surpreendentemente agradável.

2 comentários:

  1. Olha que isso tem que se lhe diga...
    Eu sou desassossegada, mas no sentido de Bernardo Soares, e não no sentido de andar sempre a mil, a correr para todo o lado, cheia de energia. Preciso de andar devagar ao fim-de-semana e de estar quietinha sem ninguém à volta. Mas paz? Hum...

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    1. É por isso mesmo, de tão raro me espantou...

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