Viajar! Perder países!

Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!

Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!

Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.

Fernando Pessoa

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Há que ver o lado positivo...

Na biblioteca com o ursinho e com a minha irmã. Ele com um filme na mão para requisitar e a senhora a informar-me que eu estava de castigo por me ter atrasado a entregar um livro e por isso não podia levar o filme.
Podia ter dito ao ursinho que não havia nada a fazer, que não podíamos levar o filme, mas custou-me fazê-lo. Olho para o relógio e penso que se fosse em passo apressado a casa buscar o cartão do futebolista, ainda ia a tempo de levar o filme.
Então lá ele ficou com a minha irmã e lá fui eu, qual atleta de marcha, fazer um percurso de ida e vinda no tempo de uma ida...
Esbaforida e com os joelhos a acusar o esforço, lá cheguei à mesa das requisições de filmes qual furacão, a respirar ofegante. A senhora, já de pé e com semblante de quem está de saída, olhou-me com ar de censura e apontou-me que as requisições tinham que ser feitas 15 min. antes do encerramento. Faltava 1 min. para fechar. Tal como a própria me disse, "fez-me o favor, só desta vez".
Há que ver o lado positivo: o exercício físico deste fim de semana já foi garantido.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Gratos regressos

Se me pusesse a reunir a banda sonora da minha adolescência o Sergio Godinho apareceria como figura incontornável.
Adolescência, disse eu? Seria talvez mais correto se a alargasse à banda sonora da minha vida. É provavelmente, também, o músico que mais vezes vi ao vivo.
Este (e poucos outros mais) é daqueles dos quais ciclicamente me recordo e, como diriam os brasileiros, aí bate uma saudade... Daquela voz doce mas simultaneamente firme, afinada, assertiva, crítica e criativa...
Há poucos dias lembrei-me que já há muito tempo que não ouvia os CDs dele e que tinha que os ir buscar para matar saudades.
E eis que agora, agorinha mesmo, passei na RTP memória e lá estava ele, com uns bons 20 ou mais anos a menos com a sua guitarra e a voz de sempre. Que boa surpresa! E vós que esperais? Ide, ide ligar-vos à RTP memória!

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Renovações

Já tive o cabelo muito comprido. Já tive o cabelo bastante curto. Só nunca mudei a cor, ou melhor, pelo menos intencionalmente; já foi bastante mais claro e agora, lentamente, começam a aparecer um outro cabelo branco.
Vou pouco assiduamente ao cabeleireiro. Este sábado lá arranjei um tempinho e lá fui dar um corte ao cabelo. Um bom bocado, mas nada de radical.
No cabeleireiro estava uma senhora espantada por eu cortar tanto o cabelo, "sem pena".
Ora aí está algo que nunca me fez confusão. Ja dei cortes de mais de uma dezena de centímetros no cabelo sem arrepios.
O cabelo cresce. E tal como noutras coisas da vida, as mudanças são salutares e devem ser feitas sem olhar para trás.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Raro momento

É mais habitual vê-los a brincar juntos do que ver cada um só por si.
É mais habitual o futebolista e a flaminga picarem-se mutuamente do que partilharem demonstrações de afecto.
Mas hoje, o futebolista não lhe poupou nos elogios depois de assistir à aula de natação da irmã: "A flaminga nadava muito melhor do que todos os outros!"
Aparentemente a flaminga não reagiu mas guardou de certeza a citação junto dos seus mais preciosos tesouros.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra

Estiveram (estão?) na moda os skinny jeans. Agora voltam as calças à boca de sino.
Afinal, qual é o mal do corte direito???

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Let it be

Quando fui buscar o Han Solo estava um bocado introspectiva e a pensar em assuntos pouco luminosos.
Eis que na rádio começa a passar o Let it be. Aquela música, naquele momento, senti-a como um abraço.
Thank you boys.

Há gente que nunca aprende...

Foi uma semana esgotante.
À partida tinha todas as condições para ser tranquila, já que o Han Solo esteve uns dias fora em reuniões e os meninos, de férias, foram uns dias para casa da avó.
Mas aconteceu o que já previa: sem outras incumbências, e como tinha muito que fazer, foi trabalhar que nem uma louca toda a semana. (Suspiro e cara de reprovação)