Viagens pelo mundo, por Portugal, pela rua. Viagens por terras desconhecidas e viagens interiores, viagens na ponta dos dedos através de teclas ou folhas de papel. Pois se o que importa não é o destino mas a viagem, e o que é a vida senão uma grande viagem...
Viajar! Perder países!
Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.
Fernando Pessoa
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.
Fernando Pessoa
domingo, 13 de abril de 2014
Ser muito aproveitadinha é...
... um episódio do Cosmos dar para a semana inteira, por adormecer todos os dias passados 10 minutos (e eu gosto e estou interessada!)
domingo, 9 de março de 2014
Temos atleta!
7º lugar nos 400m da corrida das Lezírias entre várias dezenas de participantes. Parabéns futebolista! E parabéns a todos, prticipantes e organizadores, a dar o exemplo de que o atletismo devia ser mais fomentado!
sábado, 1 de março de 2014
Os convencionais do Carnaval
Cá em casa as máscaras duram, e duram...
Da minha parte, óptimo, que nunca fui de máscaras elaboradas e acho até muito mais graça ao improviso do que aos fatos comprados acabados e perfeitos.
Mas pelo menos da parte do futebolista e da flaminga ficam mesmo satisfeitos é de se mascararem do mesmo anos a fio. O futebolista deve ter-se mascarado de homem-aranha uns três anos, de Darth Vader um, e agora já vai no segundo ano de Harry Potter. De notar que a capa de Darth Vader é uma capa de Zorro que se metamorfoseou depois em capa de Harry Potter, que agora lhe deve dar acima dos joelhos.
Quanto à flaminga, já não estou bem certa, mas penso que só teve ainda uma máscara, de princesa, e este deve ser o terceiro ano com a mesma vestimenta. Como a saia era comprida, tive nos primeiros anos que a dobrar na cintura. Agora já não é preciso, ficando apenas levemente a arrastar pelo chão. É A sua máscara de Carnaval.
Convencional não parece jogar con Carnaval... Mas cá em casa joga!
Da minha parte, óptimo, que nunca fui de máscaras elaboradas e acho até muito mais graça ao improviso do que aos fatos comprados acabados e perfeitos.
Mas pelo menos da parte do futebolista e da flaminga ficam mesmo satisfeitos é de se mascararem do mesmo anos a fio. O futebolista deve ter-se mascarado de homem-aranha uns três anos, de Darth Vader um, e agora já vai no segundo ano de Harry Potter. De notar que a capa de Darth Vader é uma capa de Zorro que se metamorfoseou depois em capa de Harry Potter, que agora lhe deve dar acima dos joelhos.
Quanto à flaminga, já não estou bem certa, mas penso que só teve ainda uma máscara, de princesa, e este deve ser o terceiro ano com a mesma vestimenta. Como a saia era comprida, tive nos primeiros anos que a dobrar na cintura. Agora já não é preciso, ficando apenas levemente a arrastar pelo chão. É A sua máscara de Carnaval.
Convencional não parece jogar con Carnaval... Mas cá em casa joga!
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Os portugueses e as suas casas
A primeira referência a este estudo vi-a no blogue www.ovelhaflorguerreira.pt e achei-o tão curioso que não resisti a comentá-lo também... passe a falta de originalidade.
Os aspectos mais interessantes são, a meu ver, a percepção dos porquês de alguns hábitos, sentir que alguns deles começam a estar, ou estão definitivamente, ultrapassados, e também alguma falta de lógica na opção por aluns hábitos "estrangeiros" apenas porque podem representar uma imagem de inovação(?), quando claramente algumas opções nacionais têm a ver com uma cultura adaptada ao clima, por exemplo. O exemplo aqui mais flagrante é a questão das cortinas. Sim, é agradável ter uma vista desafogada, por um lado. Não, a mim não me importa rigorosamente nada que olhem para dentro da minha casa (embora paradoxalmente seja o Han Solo que mais detesta cortinas e já ele não gosta da possibilidade de estar a ser observado). Mas efectivamente se no norte da Europa faz sentido aproveitar a luz ao máximo, pela sua escassez, já aqui tem que haver estratégias de nos protegermos do calor e da incidência do sol. E, definitivamente, janelas escancaradas não são a melhor opção - nem ambiental nem economicamente pensando - nem ter ares condicionados ligados a todo o gás.
Outros hábitos:
-panelas de pressão - tenho, mas sendo o Han Solo o cozinheiro designado, na minha actividade culinária uso quase exclusivamente as panelas vulgares. As ementas também raramente passam por dar vantagem às de pressão.
-bidés - sempre os achei inúteis - se me quero lavar tomo duche, mesmo se forem só algumas partes a banheira serve muito bem.
-marquises - sempre detestei, tanto o efeito estético exterior como a própria funcionalidade. São (quase) sempre termicamente um inferno (quente e frio e húmido). É bom ter um espaço para arejar e definitivamente gosto de secar a roupa na rua. Sobre isso, se os nórdicos lavam a roupa na casa de banho também está relacionado com o facto de (aposto) a secarem quase exclusivamente na máquina. Aqui estende-se a roupa (não entendo mesmo este hábito de deixar de haver estendais) e portanto é necessária uma janela próxima com condições para isso, que não se costumam encontrar nas casa de banho.
-televisão - temos só uma. Sim, está frequentemente ligada, 90% das vezes pelos miúdos. Sim, está ligada durante as refeições mas isso nunca nos impediu de estarmos sempre a conversar ao longo das mesmas. Eu preferia tê-la desligada, mas enfim... E tomamos todas as refeições na sala, porque na cozinha não há espaço e porque é na sala que o Han Solo gosta de comer. Quando estou sozinha eu própria às vezes como na cozinha. Mas sou a única a fazê-lo.
-arrumação - não sou obcecada e a arrumação da minha casa deixa um bocado a desejar, mas a organização do essencial é plenamente controlada (e planeada), como não poderia deixar de se numa família com 5 pessoas. Sim, são necessários armários e móveis para lá enfiar as coisas - onde havíamos de as pôr? E não sou das que guarda tudo. Se não tem utilidade vai fora ou é dado.
-fazer as camas - do mais prático que há; também não entalo nada, ou praticamente nada. Mas os lençóis são úteis porque são muito mais práticos de lavar que as capas de edredons, já para não falar dos próprios edredons - e onde há crianças há ranhos e outros líquidos a sujar tudo quanto contactam.
-Ah, e adoro escritórios, com livros até ao tecto. Com objectos como globos ou mapas, secretárias... Infelizmente tive que abdicar do meu, pois mais um quarto era necessário. Mas tenho saudades dele.
Os aspectos mais interessantes são, a meu ver, a percepção dos porquês de alguns hábitos, sentir que alguns deles começam a estar, ou estão definitivamente, ultrapassados, e também alguma falta de lógica na opção por aluns hábitos "estrangeiros" apenas porque podem representar uma imagem de inovação(?), quando claramente algumas opções nacionais têm a ver com uma cultura adaptada ao clima, por exemplo. O exemplo aqui mais flagrante é a questão das cortinas. Sim, é agradável ter uma vista desafogada, por um lado. Não, a mim não me importa rigorosamente nada que olhem para dentro da minha casa (embora paradoxalmente seja o Han Solo que mais detesta cortinas e já ele não gosta da possibilidade de estar a ser observado). Mas efectivamente se no norte da Europa faz sentido aproveitar a luz ao máximo, pela sua escassez, já aqui tem que haver estratégias de nos protegermos do calor e da incidência do sol. E, definitivamente, janelas escancaradas não são a melhor opção - nem ambiental nem economicamente pensando - nem ter ares condicionados ligados a todo o gás.
Outros hábitos:
-panelas de pressão - tenho, mas sendo o Han Solo o cozinheiro designado, na minha actividade culinária uso quase exclusivamente as panelas vulgares. As ementas também raramente passam por dar vantagem às de pressão.
-bidés - sempre os achei inúteis - se me quero lavar tomo duche, mesmo se forem só algumas partes a banheira serve muito bem.
-marquises - sempre detestei, tanto o efeito estético exterior como a própria funcionalidade. São (quase) sempre termicamente um inferno (quente e frio e húmido). É bom ter um espaço para arejar e definitivamente gosto de secar a roupa na rua. Sobre isso, se os nórdicos lavam a roupa na casa de banho também está relacionado com o facto de (aposto) a secarem quase exclusivamente na máquina. Aqui estende-se a roupa (não entendo mesmo este hábito de deixar de haver estendais) e portanto é necessária uma janela próxima com condições para isso, que não se costumam encontrar nas casa de banho.
-televisão - temos só uma. Sim, está frequentemente ligada, 90% das vezes pelos miúdos. Sim, está ligada durante as refeições mas isso nunca nos impediu de estarmos sempre a conversar ao longo das mesmas. Eu preferia tê-la desligada, mas enfim... E tomamos todas as refeições na sala, porque na cozinha não há espaço e porque é na sala que o Han Solo gosta de comer. Quando estou sozinha eu própria às vezes como na cozinha. Mas sou a única a fazê-lo.
-arrumação - não sou obcecada e a arrumação da minha casa deixa um bocado a desejar, mas a organização do essencial é plenamente controlada (e planeada), como não poderia deixar de se numa família com 5 pessoas. Sim, são necessários armários e móveis para lá enfiar as coisas - onde havíamos de as pôr? E não sou das que guarda tudo. Se não tem utilidade vai fora ou é dado.
-fazer as camas - do mais prático que há; também não entalo nada, ou praticamente nada. Mas os lençóis são úteis porque são muito mais práticos de lavar que as capas de edredons, já para não falar dos próprios edredons - e onde há crianças há ranhos e outros líquidos a sujar tudo quanto contactam.
-Ah, e adoro escritórios, com livros até ao tecto. Com objectos como globos ou mapas, secretárias... Infelizmente tive que abdicar do meu, pois mais um quarto era necessário. Mas tenho saudades dele.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
E quando...
...estamos por motivos vários em fase em que não conseguimos parar, nem pára a cabeça nem o corpo, a pensar e fazer uma miríade de coisas ao mesmo tempo e apesar disso quase não evitamos andar quase aos pulinhos porque o corpo e mente estão com uma energia a transbordar que não sabemos bem de onde vem...? Também há quem parilhe destes ataques de pseudo-hiper-actividade ou estou só no mundo?
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
E o prémio para o local com maior densidade populacional vai...
... para a banheira cá de casa quando eles estão in the mood de tomarem banho todos juntos. E mai, se para isso contasse volume corporal, não pára de aumentar, que estes rapazes estão a ficar uns matulões que qualquer dia me carregam ao colo...
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