Fiquei a saber há pouco que era. Por coincidência, hoje fui fazer um trabalho precisamente sobre conservação de anfíbios.
Os anfíbios são uns animais extremamente curiosos, lindíssimos, na sua maioria (pelo menos na minha humilde opinião) e, para quem não saiba, o grupo de vertebrados mais ameaçados do Planeta, de acordo com a UICN. Uma das principais razões para isto é a sua enorme dependência de habitats de água doce, frequentemente destruídos e ameaçados por causas várias.
A sua "má fama" (rãs, sapos, tritões, salamandras...) é para mim difícil de entender. Vítimas de superstições infundadas, são muitas vezes mortos e perseguidos sem qualquer razão lógica. Têm um importante papel nos ecossistemas e têm grande relevância, por exemplo, para o controlo de populações de insectos. São ainda o testemunho vivo do nosso percurso evolutivo, da transição dos vertebrados do ambiente aquático para o ambiente terrestre. Sejamos mais exigentes com a preservação do nosso património. Começar por combater e contrariar superstições e crendices absurdas é um bom caminho.
Viagens pelo mundo, por Portugal, pela rua. Viagens por terras desconhecidas e viagens interiores, viagens na ponta dos dedos através de teclas ou folhas de papel. Pois se o que importa não é o destino mas a viagem, e o que é a vida senão uma grande viagem...
Viajar! Perder países!
Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.
Fernando Pessoa
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.
Fernando Pessoa
terça-feira, 30 de abril de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
Flaminga e as letras
A flaminga (4 anos) tinha um trabalho para a escola para fazer sobre meios de transporte e escolheu o autocarro. O Han Solo desenhou o dito e ela pintou e ilustrou, a rigor, não faltando cortinas nas janelas e o condutor com óculos, tal e qual como é o da escola dela. Depois escreveu umas letras no próprio autocarro. Comentámos isso, a par de lhe termos elogiado o desenho, até que reparei numa estranha coincidência das letras e lhe perguntei se ela tinha efectivamente tentado escrever "autocarro". Tornou-se óbvio que sim, e gerou tanto alarido e alguns risos (de boa disposição, e espanto!) que a flaminga se terá sentido visada, ou mesmo gozada, e desatou num pranto ali mesmo. Apesar do seu usual auto-domínio ela é muito tímida e deve ter achado que nos estávamos a rir dela. Lá acalmou com uma conversa calma no colo da mãe e muitos mimos, dizendo que ela tinha escrito as letrinhas muito bem, que não nos estávamos a rir dela, e que para escrever na perfeição todos os meninos precisavam de estudar vários anos.
E provando que estava tudo sanado, passado um tempo acabou o seu desenho e assinou-o com o seu nome escrito num arco-íris de cor.
E provando que estava tudo sanado, passado um tempo acabou o seu desenho e assinou-o com o seu nome escrito num arco-íris de cor.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
25 de Abril
Não sou dada a grandes comoções pelo que me surpreendi a mim própria, quando explicava à flaminga, 4 anos, o que era o 25 de Abril, ao sentir um nozinho na garganta. Não sei bem explicar porquê. Ao pensar em capitães de Abril, só me vem à memória a face do Salgueiro Maia, tão novo, tão digno, com uma morte tão precoce e tão injusta. O que pensaria ele do Portugal de hoje. Talvez a comoção se devesse ao pensar nos ideais de Abril, e no desespero, pobreza e desalento que afecta hoje a nossa população. Pelo menos, na altura, na fase posterior de maior sufoco económico, havia esperança, hoje já não há. Ou talvez ainda a comoção se deva a que sinta este país cada vez menos meu, que me encha cada vez mais de revolta, quais amantes cujo amor se esgota e do qual apenas subsiste pequenos restos num fundo cada vez mais fundo.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Agora é que eu percebo... III
...qual é a intenção de pôr os pais a pagar as AECs nas escolas.
É uma medida para baixar o desemprego! As pessoas fazem as contas e chegam à conclusão que não compensa andarem a trabalhar, onde cada vez ganham menos, e sabe-se lá em que condições, para gastarem depois em ATLs privados, pois isto de trabalhar e ter filhos na escola pública não é compatível. Então haverá mais mulheres donas de casa. E assim libertam uma quantidade de postos de trabalho.
O nosso des(Governo) é genial.
É uma medida para baixar o desemprego! As pessoas fazem as contas e chegam à conclusão que não compensa andarem a trabalhar, onde cada vez ganham menos, e sabe-se lá em que condições, para gastarem depois em ATLs privados, pois isto de trabalhar e ter filhos na escola pública não é compatível. Então haverá mais mulheres donas de casa. E assim libertam uma quantidade de postos de trabalho.
O nosso des(Governo) é genial.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Momentos XII
-Então ursinho, hoje foram os pais do teu amigo xxx brincar com vocês à sala [da escola], não foi?
-Foi.
-Então o que é que fizeste?
-Pé!
-Pé?!
-Pé!
(Passados uns 10 min.)
Han Solo: - Isto ainda tem que secar, não é? (Referindo-se a um decalque do pé do ursinho em barro que estava em cima da prateleira da sala...)
-Foi.
-Então o que é que fizeste?
-Pé!
-Pé?!
-Pé!
(Passados uns 10 min.)
Han Solo: - Isto ainda tem que secar, não é? (Referindo-se a um decalque do pé do ursinho em barro que estava em cima da prateleira da sala...)
sábado, 20 de abril de 2013
Oquestrada que já percorremos
Hoje foi dia de estreia, ida a concerto para pais e filhos (só os dois mais velhos) (e tia). A pé de casa, com a sensação de que finalmente já se conseguem fazer algumas coisas que dantes fazíamos, agora com eles!
Lá fomos, entusiasmados, embora a cerca de 30% do concerto estivessem o futebolista e a flaminga a dormir, cada um encostado a um progenitor.
Quanto ao concerto, muito engraçado, muito teatral, um serão muito bem passado.
Apesar dos sonos, foi uma boa experiência para todos, venha a próxima...
Lá fomos, entusiasmados, embora a cerca de 30% do concerto estivessem o futebolista e a flaminga a dormir, cada um encostado a um progenitor.
Quanto ao concerto, muito engraçado, muito teatral, um serão muito bem passado.
Apesar dos sonos, foi uma boa experiência para todos, venha a próxima...
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Inteira
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive
Ricardo Reis
Pois só sei ser inteira e não doutra maneira.
E aqueles cujos caminhos se cruzam com o meu sabem que assim é, nem é preciso conhecerem-me muito.
Inteira porque a dedicação é tudo ou nada, de outra forma não vale a pena.
Inteira nas partes boas e más. Sem fingimentos nem dissimulações.
E gosto que sejam comigo inteiros também. É que assim a vida é muito mais simples e agradável.
Como só o Ricardo Reis tão simplesmente sabe dizer.
E aqueles cujos caminhos se cruzam com o meu sabem que assim é, nem é preciso conhecerem-me muito.
Inteira porque a dedicação é tudo ou nada, de outra forma não vale a pena.
Inteira nas partes boas e más. Sem fingimentos nem dissimulações.
E gosto que sejam comigo inteiros também. É que assim a vida é muito mais simples e agradável.
Como só o Ricardo Reis tão simplesmente sabe dizer.
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